sábado, 1 de setembro de 2007

TECNOLOGIA X EDUCAÇÃO



Nada de carrinhos de rolemã ou bolinhas de gude. As brincadeiras preferidas das crianças há muito tempo deixou de ser aquelas que remetem às ruas dos bairros. Dentro de seus quartos, tendo como amigo o mouse do computador ou algum tipo de controle de vídeo game, meninos e meninas passam a infância sem se dar conta do isolamento inconsciente à que se submetem.
Aos pais restam as dúvidas de como lidar corretamente com a situação, impedindo os filhos de se tornarem viciados em tecnologia. Existe o receio de ao afastar os filhos do computador provocar um atraso dos filhos em relação às outras crianças e impedi-los de terem um preparo para a futura vida profissional.
É preciso atenção aos novos comportamentos negativos gerados pela dependência da internet, por exemplo. Lirani Guimarães, 33, é mãe de três filhos: duas meninas de 5 e 18 anos e um menino de 11. O garoto começou a mentir para não perder a chance de estar sempre on line: “Quando eu ligava em casa ele dizia que estava estudando, mas na verdade estava brincando na internet. Acordava cedo e sempre perdia a hora para ir à escola e as notas despencaram. Fui obrigada a cortar a internet em casa”-conta Guimarães.
Em alguns países já existem tratamentos radicais para tentar curar os doentes. Ainda que os pais descubram a tempo uma possível tendência ao vício dos filhos, isso não deixa o problema menos sério. Imaginem então se a dependência começar pelos próprios pais, como foi o caso ocorrido com um casal
nos Estados Unidos.
Além do risco do vício, as crianças ficam expostas à crimes de pedofilia na internet, que tornam-se cada vez mais comum. No Brasil vários casos já foram registrados.
O maior agravante no controle do acesso dos filhos é a ausência dos pais provocada pela necessidade de realização profissional. As mães, que antigamente, abriam mão muitas vezes do trabalho remunerado para dedicar-se à educação dos filhos, hoje querem o sucesso profissional tanto quanto o de uma boa educação dispensada à prole.
A psicóloga Kátia Arakaki lembra que quaisquer coisas que os pais não queiram que os filhos façam, não devem ser feitas por eles: “existem pais que proíbem o acesso à internet aos filhos, mas passam horas em frente ao computador”-enfatiza. Arakaki lembra a importância de envolver os filhos em atividades que os distancie dos computadores, principalmente esportes. Se a criança já estiver em uma fase de vício, o ideal é impor limites e bloqueadores. A psicóloga concorda que a dificuldade aumenta quando os filhos ficam sob a responsabilidade de babás e incentiva os futuros pais a um devido planejamento para disporem de mais tempo na educação dos filhos: “Por não terem juízo crítico, o ideal é o acompanhamento constante dos pais”-finaliza.

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